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pirata

Relativo a roubos, a piratas ou a corsários....


ciberpirata | n. 2 g.

Indivíduo que acede ilegalmente a sistemas computacionais....


rádio | n. m. | n. f. | n. 2 g.

Aparelho de radiofonia receptor das ondas hertzianas (ex.: comprou um rádio portátil)....


corsário | n. m. | adj. | n. m. pl.

Relativo a corso ou à pirataria (ex.: navio corsário)....


corso | n. m.

Acção ou vida de pirata....


pirata | n. 2 g. | adj. 2 g.

Navio de piratas....


piratagem | n. f.

Roubo feito por pirata....


pirataria | n. f.

Acção criminosa praticada por pirata(s)....


flibusteiro | n. m. | adj. n. m.

Pirata dos mares americanos, nos séculos XVII e XVIII....


cópia | n. f.

Transcrição um texto escrito....


piratear | v. intr. | v. tr. | v. tr. e intr.

Levar vida de pirata....


Ave passeriforme (Legatus leucophaius) da família dos tiranídeos....


Ave passeriforme (Legatus leucophaius) da família dos tiranídeos....



Dúvidas linguísticas



Pode-se utilizar a palavra exigencial? Ex.: selecção exigencial de componentes.
Apesar de o adjectivo exigencial não se encontrar registado em nenhum dos dicionários e vocabulários de língua portuguesa à nossa disposição, ele encontra-se bem formado a partir da aposição do sufixo -al ao substantivo exigência, pelo que o seu uso é possível e até muito frequente, como o revelam pesquisas em corpora e em motores de busca da Internet, especialmente em contextos relativos às áreas da construção e da engenharia civil, com o significado “que é relativo a ou que envolve uma exigência” (ex.: fizeram uma selecção exigencial dos novos materiais).



Na frase "...o nariz afilado do Sabino. (...) Fareja, fareja, hesita..." (Miguel Torga - conto "Fronteira") em que Sabino é um homem e não um animal, deve considerar-se que figura de estilo? Não é personificação, será animismo? No mesmo conto encontrei a expressão "em seco e peco". O que quer dizer?
Relativamente à primeira dúvida, se retomarmos o contexto dos extractos que refere do conto “Fronteira” (Miguel Torga, Novos Contos da Montanha, 7ª ed., Coimbra: ed. de autor, s. d., pp. 25-36), verificamos que é o próprio Sabino que fareja. Estamos assim perante uma animalização, isto é, perante a atribuição de um verbo usualmente associado a um sujeito animal (farejar) a uma pessoa (Sabino). Este recurso é muito utilizado por Miguel Torga neste conto para transmitir o instinto de sobrevivência, quase animal, comum às gentes de Fronteira, maioritariamente contrabandistas, como se pode ver por outras instâncias de animalização: “vão deslizando da toca” (op. cit., p. 25), “E aquelas casas na extrema pureza de uma toca humana” (op. cit., p. 29), “a sua ladradela de mastim zeloso” (op. cit., p. 30), “instinto de castro-laboreiro” (op. cit., p. 31), “o seu ouvido de cão da noite” (op. cit., p. 33).

Quanto à segunda dúvida, mais uma vez é preciso retomar o contexto: “Já com Isabel fechada na pobreza da tarimba, esperou ainda o milagre de a sua obstinação acabar em tecidos, em seco e peco contrabando posto a nu” (op. cit. p.35). Trata-se de uma coocorrência privilegiada, resultante de um jogo estilístico fonético (a par do que acontece com velho e relho), que corresponde a uma dupla adjectivação pré-nominal, em que o adjectivo seco e o adjectivo peco qualificam o substantivo contrabando, como se verifica pela seguinte inversão: em contrabando seco e peco posto a nu. O que se pretende dizer é que o contrabando, composto de tecidos, seria murcho e enfezado.


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