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pirata

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piratapirata
( pi·ra·ta

pi·ra·ta

)


nome de dois géneros

1. Pessoa que cruza os mares para roubar os navios. = CORSÁRIO

2. Navio de piratas. = CORSÁRIO

3. Pessoa que rouba bens de outrem. = LADRÃO

4. [Figurado] [Figurado] Pessoa que enriquece à custa de outrem por exacções violentas.

5. Pessoa sem escrúpulos.

6. [Informal] [Informal] Sujeito ardiloso. = MALANDRO

7. [Gíria] [Gíria] Cabo de polícia.

8. [Brasil, Figurado] [Brasil, Figurado] Namorador, sedutor.


adjectivo de dois génerosadjetivo de dois géneros

9. Relativo ao corso ou à pirataria (ex.: barco pirata).

10. Que corresponde a uma reprodução ilegal de objectos ou conteúdos protegidos por direitos autorais (ex.: cópia pirata; filme pirata; jogos piratas).

11. Que existe ou funciona de forma ilegal ou sem autorização (ex.: emissão pirata; rádio pirata; televisão pirata).


pirata do ar

Pessoa estranha à tripulação que desvia um avião da sua rota, geralmente para reivindicar algo.

pirata informático

[Informática] [Informática]  Pessoa que, devido aos seus conhecimentos de informática, nomeadamente de programação, consegue ludibriar a segurança de sistemas informáticos, acedendo de forma ilegal ao seu conteúdo. = CIBERPIRATA

etimologiaOrigem etimológica:latim pirata, -ae.

Auxiliares de tradução

Traduzir "pirata" para: Espanhol Francês Inglês


Dúvidas linguísticas



Como se escreve: quere-la ou querêla?
As grafias quere-la, querê-la e querela são formas parónimas, isto é, formas diferentes com grafia e som semelhantes.

As formas quere-la e querê-la correspondem a formas verbais do verbo querer seguidas do clítico a, na forma -la (o pronome clítico -a assume a forma -la quando a forma verbal que o precede termina em -r, -s ou -z); quere-la pode transcrever-se foneticamente ['k3rilá] e corresponde à segunda pessoa do presente do indicativo (ex.: tu queres a sopa? = quere-la?), enquanto querê-la pode transcrever-se foneticamente [ki'relá] e corresponde ao infinitivo (ex.: para alcançares alguma coisa, tens de querê-la muito).

A grafia querela pode transcrever-se foneticamente [ki'r3lá] e corresponde a um substantivo feminino, cujo significado poderá consultar seguindo a hiperligação para o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.




A minha dúvida é a respeito da etimologia de determinadas palavras cuja raiz é de origem latina, por ex. bondade, sensibilidade, depressão, etc. No Dicionário Priberam elas aparecem com a terminação nominativa mas noutros dicionários parece-me que estão na terminação ablativa e não nominativa. Gostaria que me esclarecessem.
O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa regista, por exemplo, na etimologia de bondade, sensibilidade ou depressão, as formas que são normalmente enunciadas na forma do nominativo, seguida do genitivo: bonitas, bonitatis (ou bonitas, -atis); sensibilitas, sensibilitatis (ou sensibilitas, -atis) e depressio, depressionis (ou depressio, -onis).

Noutros dicionários gerais de língua portuguesa, é muito usual o registo da etimologia latina através da forma do acusativo sem a desinência -m (não se trata, como à primeira vista pode parecer, do ablativo). Isto acontece por ser o acusativo o caso lexicogénico, isto é, o caso latino que deu origem à maioria das palavras do português, e por, na evolução do latim para o português, o -m da desinência acusativa ter invariavelmente desaparecido. Assim, alguns dicionários registam, por exemplo, na etimologia de bondade, sensibilidade ou depressão, as formas bonitate, sensibilitate e depressione, que foram extrapoladas, respectivamente, dos acusativos bonitatem, sensibilitatem e depressionem.

Esta opção de apresentar o acusativo apocopado pode causar alguma perplexidade nos consulentes dos dicionários, que depois não encontram estas formas em dicionários de latim. Alguns dicionários optam por assinalar a queda do -m, colocando um hífen no final do étimo latino (ex.: bonitate-, sensibilitate-, depressione-). Outros, mais raros, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa ou o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa optaram por enunciar os étimos latinos (ex.: bonitas, -atis; sensibilitas, -atis, depressio, -onis), não os apresentando como a maioria dos dicionários; o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa não enuncia o étimo latino dos verbos, referenciando apenas a forma do infinitivo (ex.: fazer < facere; sentir < sentire).