Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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O Ano em Palavras

"O Ano em Palavras" apresenta algumas das palavras mais pesquisadas ao longo do ano no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa que reflectemrefletemrefletem alguns dos principais acontecimentos portugueses e internacionais. Este ano, em parceria com a agência de notícias Lusa, mostramos as notícias que levaram os mais curiosos a fazer pesquisas no Dicionário Priberam. As palavras são apresentadas cronologicamente, de Janeirojaneirojaneiro a Dezembrodezembrodezembro, com uma fotografia, permitindo um retrato rápido do ano de 2017.

 

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Dúvidas linguísticas


Gostaria de saber qual o antônimo de pensando.
É difícil encontrar uma palavra antónima para o verbo pensar (o mais fácil é a locução não pensar). No entanto, e apenas em alguns contextos, é possível utilizar o antónimo esquecer (por exemplo, pensou no pai) ou desconhecer (por exemplo, pensou na solução mais correcta).


Qual é o feminino desta frase: ele é um bom político?
Uma frase não tem feminino ou masculino. Se a questão se coloca quanto ao feminino do predicativo do sujeito um bom político, a palavra político pode ter política como feminino, como se pode comprovar, por exemplo, no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (Academia das Ciências/Verbo, 2001) ou em buscas na Internet e em corpora. Assim, se o sujeito da frase for feminino (ela), a frase poderá ser ela é uma boa política, mesmo que a palavra seja homónima do substantivo feminino política na acepção “arte ou ciência da organização ou governo de um estado ou nação”.

A hesitação na utilização do termo masculino político para designar um referente feminino (ex.: A política Dilma ganhou as eleições) resulta do facto de essa profissão ter sido, durante muitos anos, maioritariamente desempenhada por pessoas do sexo masculino, tal como muitas outras profissões (ex.: senador, presidente, ministro, etc.). As palavras designativas destes cargos ou profissões foram sendo registadas na tradição lexicográfica como substantivos masculinos, reflectindo esse facto. Porém, à medida que a sociedade em que vivemos se vai alterando, torna-se necessário designar novas realidades, como seja o caso da feminização dos nomes de algumas profissões, decorrente do acesso da população feminina a tais cargos. Por exemplo, as palavras chefe, presidente, comandante passaram a ser usadas e registadas nos dicionários como substantivos comuns de dois, ou seja, com uma mesma forma para os dois géneros, sendo o feminino ou o masculino indicado nos determinantes com que coocorrem, que flexionam em género, consoante o sexo do referente: havia o chefe e passou a haver a chefe. De igual modo, surgiram juízas, deputadas, vereadoras, governadoras, primeiras-ministras, engenheiras, etc. No primeiro caso optou-se por formas invariáveis, no último, por formas flexionáveis. Na origem de um ou de outro processo parece estar a analogia de palavras com a mesma terminação ou o uso que se vai generalizando.

Pode persistir alguma resistência na aceitação destes termos flexionados. No entanto, a estranheza inicial de uma forma flexionada como política ou primeira-ministra tem-se esbatido à medida que estas palavras surgem regularmente na imprensa escrita e falada. Esta mudança da língua é ainda atestada pelas mais recentes obras lexicográficas em língua portuguesa, como o já mencionado Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea.

Palavra do dia

za·re·ta za·re·ta
(origem obscura)
adjectivo de dois géneros
adjetivo de dois géneros

[Brasil]   [Brasil]  Que está contrariado, aborrecido.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://dicionario.priberam.pt/default.aspx [consultado em 16-08-2018]