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raiva

A forma raivapode ser [segunda pessoa singular do imperativo de raivarraivar], [terceira pessoa singular do presente do indicativo de raivarraivar] ou [nome feminino].

Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!
raivaraiva
( rai·va

rai·va

)
Imagem

PortugalPortugal

CulináriaCulinária

Biscoito seco estaladiço, feito de manteiga, ovos, açúcar, farinha de trigo e canela, moldado de forma intrincada com padrões irregulares.


nome feminino

1. [Veterinária] [Veterinária] Doença infecciosa, transmissível pela mordedura de animais contagiados, provocada por um vírus que ataca o sistema nervoso dos mamíferos, caracterizada por estados de agitação que podem levar ao delírio furioso e à paralisia (ex.: vacina contra a raiva). = HIDROFOBIA

2. Sentimento de fúria intensa que pode manifestar-se através de agressividade física ou verbal (ex.: arrancou punhados de cabelo num acesso de raiva). = CÓLERA, IRA

3. Grande irritação ou aversão em relação a algo ou alguém (ex.: ficou com muita raiva do companheiro; ainda subsiste alguma raiva pelos antigos patrões; tenho raiva às pessoas que maltrataram aqueles meninos). = HORROR, ÓDIO, RANCOR

4. Prurido da dentição nas crianças. = RAIVINHAS

5. [Portugal] [Portugal] [Culinária] [Culinária] Biscoito seco estaladiço, feito de manteiga, ovos, açúcar, farinha de trigo e canela, moldado de forma intrincada com padrões irregulares.Imagem = RAIVINHA

6. Desejo ou apetite intenso e irresistível.

7. [Antigo] [Antigo] Mancha na reputação. = DESCRÉDITO, INFÂMIA, LABÉU


fulo de raiva

[Informal] [Informal] O mesmo que louco de raiva.

louco de raiva

[Informal] [Informal] Muito zangado; com muita fúria (ex.: o pai ficou louco de raiva quando soube do acontecido). = ENCOLERIZADO, FURIOSO, IRADO

etimologiaOrigem etimológica:latim vulgar rabia, do latim rabies, -ei.
Ver também resposta à dúvida: regência do substantivo raiva.
raivarraivar
( rai·var

rai·var

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo intransitivo

Ter raiva; enfurecer-se; agitar-se com violência; ter ânsias.

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Dúvidas linguísticas



Pode-se utilizar a palavra exigencial? Ex.: selecção exigencial de componentes.
Apesar de o adjectivo exigencial não se encontrar registado em nenhum dos dicionários e vocabulários de língua portuguesa à nossa disposição, ele encontra-se bem formado a partir da aposição do sufixo -al ao substantivo exigência, pelo que o seu uso é possível e até muito frequente, como o revelam pesquisas em corpora e em motores de busca da Internet, especialmente em contextos relativos às áreas da construção e da engenharia civil, com o significado “que é relativo a ou que envolve uma exigência” (ex.: fizeram uma selecção exigencial dos novos materiais).



Na frase "...o nariz afilado do Sabino. (...) Fareja, fareja, hesita..." (Miguel Torga - conto "Fronteira") em que Sabino é um homem e não um animal, deve considerar-se que figura de estilo? Não é personificação, será animismo? No mesmo conto encontrei a expressão "em seco e peco". O que quer dizer?
Relativamente à primeira dúvida, se retomarmos o contexto dos extractos que refere do conto “Fronteira” (Miguel Torga, Novos Contos da Montanha, 7ª ed., Coimbra: ed. de autor, s. d., pp. 25-36), verificamos que é o próprio Sabino que fareja. Estamos assim perante uma animalização, isto é, perante a atribuição de um verbo usualmente associado a um sujeito animal (farejar) a uma pessoa (Sabino). Este recurso é muito utilizado por Miguel Torga neste conto para transmitir o instinto de sobrevivência, quase animal, comum às gentes de Fronteira, maioritariamente contrabandistas, como se pode ver por outras instâncias de animalização: “vão deslizando da toca” (op. cit., p. 25), “E aquelas casas na extrema pureza de uma toca humana” (op. cit., p. 29), “a sua ladradela de mastim zeloso” (op. cit., p. 30), “instinto de castro-laboreiro” (op. cit., p. 31), “o seu ouvido de cão da noite” (op. cit., p. 33).

Quanto à segunda dúvida, mais uma vez é preciso retomar o contexto: “Já com Isabel fechada na pobreza da tarimba, esperou ainda o milagre de a sua obstinação acabar em tecidos, em seco e peco contrabando posto a nu” (op. cit. p.35). Trata-se de uma coocorrência privilegiada, resultante de um jogo estilístico fonético (a par do que acontece com velho e relho), que corresponde a uma dupla adjectivação pré-nominal, em que o adjectivo seco e o adjectivo peco qualificam o substantivo contrabando, como se verifica pela seguinte inversão: em contrabando seco e peco posto a nu. O que se pretende dizer é que o contrabando, composto de tecidos, seria murcho e enfezado.