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marcha

A forma marchapode ser [segunda pessoa singular do imperativo de marcharmarchar], [terceira pessoa singular do presente do indicativo de marcharmarchar] ou [nome feminino].

Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!
marchamarcha
( mar·cha

mar·cha

)


nome feminino

1. Acto ou efeito de marchar.

2. Modo de andar. = ANDADURA, PASSO

3. Caminho, jornada.

4. Grupo de pessoas que se deslocam, de modo organizado e em conjunto, por determinado percurso, geralmente com um fim ou interesse comum (ex.: marcha de Carnaval; marcha de apoio; marcha de protesto). = CORTEJO, DESFILE

5. [Desporto] [Esporte] O mesmo que marcha atlética.

6. [Mecânica] [Mecânica] Posição da transmissão de um veículo que permite regular a velocidade ou o tipo de andamento. = VELOCIDADE

7. [Música] [Música] Peça de música ou toque próprio para regular o passo militar.

8. [Figurado] [Figurado] Ordem, seguimento, andamento.


em marcha

Em andamento, em funcionamento ou a caminho.

marcha à

[Mecânica] [Mecânica]  Posição da transmissão de um veículo que permite recuar. = MARCHA À RETAGUARDA, MARCHA-ATRÁS

[Figurado] [Figurado] Movimento para trás ou para uma posição anterior. = MARCHA À RETAGUARDA, MARCHA-ATRÁS, RECUO

marcha à retaguarda

O mesmo que marcha à.

marcha atlética

[Desporto] [Esporte]  Modalidade de atletismo que consiste em caminhar o mais rápido possível, sem correr, mantendo sempre um dos pés em contacto momentâneo com o chão (ex.: o atleta irá competir na prova de marcha atlética de 20 km). = MARCHA

marcha à vante

[Náutica] [Náutica]  Movimento de uma embarcação na direcção da proa.

marcha forçada

A que se faz a toda a pressa e sem o descanso habitual.

marcha lenta

Manifestação de protesto em que condutores circulam com os seus veículos a baixa velocidade, causando deliberadamente atrasos ou bloqueios na circulação rodoviária, chamando assim a atenção para as suas reivindicações.

etimologiaOrigem etimológica:derivação regressiva de marchar.
Ver também resposta à dúvida: marcha à ré, marcha a ré.
marcharmarchar
( mar·char

mar·char

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo intransitivo

1. Fazer marcha; percorrer a pé. = ANDAR, CAMINHAR

2. Pôr-se a caminho ou ir embora.

3. Prosseguir, continuar.

4. Participar numa marcha.

5. [Informal] [Informal] Morrer.

6. [Informal] [Informal] Ser bem vindo; calhar bem (ex.: uma sandes já marchava).

etimologiaOrigem etimológica:francês marcher, andar a pé.

Auxiliares de tradução

Traduzir "marcha" para: Espanhol Francês Inglês

Anagramas



Dúvidas linguísticas



Quanto a comparações de inigualdade, ou seja, de superioridade ou de inferioridade, existirá uma regra absoluta para decifrar se se usa que ou do que ou ambas estarão correctas em qualquer expressão dessa estrutura? Para um falante em que o Português não é a primeira língua, seria bastante útil. Incluo as seguintes expressões para vossa análise: 1) O castelo é mais antigo que a igreja. 2) Hoje as laranjas estão menos baratas que as maçãs. 3) Nós compramos mais livros que vendemos. 4) O Paulo é mais grande do que gordo. 5a) O João tem mais de um carro. b) O João tem mais dum carro. c) O João tem mais do que um carro. d) O João tem mais que um carro.
As frases de 1) a 5) apresentam diferentes construções de comparativos relativos de superioridade e de inferioridade.

Em português, é possível formar os graus comparativos de superioridade e de inferioridade dos adjectivos usando os advérbios mais e menos seguidos da locução do que (ex.: o castelo é mais antigo do que a igreja; a igreja é menos antiga do que o castelo), podendo haver omissão da contracção da preposição de com o pronome demonstrativo invariável o (ex.: o castelo é mais antigo que a igreja; a igreja é menos antiga que o castelo). Esta construção aplica-se às frases apontadas em 1), 2) e 4).

Na frase 3) está presente um comparativo de superioridade relativo a um substantivo (ex.: nós compramos mais livros [do] que vendemos), sendo nesse caso a palavra mais um determinante indefinido.

A frase de 4) é um exemplo de uso correcto da construção mais grande, que, como afirmam Celso Cunha e Lindley Cintra na Nova Gramática do Português Contemporâneo (Lisboa, Edições João Sá da Costa, 14.ª ed., 1998, p. 262), só se considera correcta quando é usada para confrontar duas qualidades do mesmo elemento.

Relativamente às frases em 5), trata-se de uma comparação (de superioridade) de quantidade relativamente a um numeral (um). Neste tipo de comparação é possível uma construção análoga àquela usada para exprimir o grau comparativo do adjectivo, isto é, a estrutura mais (do) que seguida do numeral e de um substantivo, como nas frases 5c) e 5d). Alternativamente, é possível ainda utilizar as construções presentes em 5a) e 5b), que correspondem à locução comparativa mais de seguida de numeral e que diferem apenas na contracção (de + um = dum).

Para além destas quatro construções comparativas, é ainda possível estabelecer comparativos antes de verbos (ex.: consegue ver mais ao longe [do] que ao perto), de advérbios (ex.: põe esse quadro mais acima [do] que este) ou de preposições (ex.: o gato passa mais por aqui [do] que por ali).




A palavra seje existe? Tenho um colega que diz que esta palavra pode ser usada na nossa língua.
Eu disse para ele que esta palavra não existe. Estou certo ou errado?
A palavra seje não existe. Ela é erradamente utilizada em vez de seja, a forma correcta do conjuntivo (subjuntivo, no Brasil) do verbo ser. Frases como “Seje bem-vindo!”, “Seje feita a sua vontade.” ou “Por favor, seje sincero.” são cada vez mais frequentes, apesar de erradas (o correcto é: “Seja bem-vindo!”, “Seja feita a sua vontade.” e “Por favor, seja sincero.”). A ocorrência regular de seje pode dever-se a influências de falares mais regionais ou populares, ou até mesmo a alguma desatenção por parte do falante, mas não deixa de ser um erro.