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cuidado

A forma cuidadopode ser [masculino singular particípio passado de cuidarcuidar], [adjectivoadjetivo], [interjeição] ou [nome masculino].

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cuidadocuidado
( cui·da·do

cui·da·do

)


nome masculino

1. Cautela, precaução.NEGLIGÊNCIA

2. Inquietação de espírito.

3. Diligência; desvelo.DESLEIXO, DISPLICÊNCIA, NEGLIGÊNCIA


adjectivoadjetivo

4. Imaginado; meditado.


interjeição

5. Expressão usada para pedir advertência ou cautela em relação a algo. = ATENÇÃO, CAUTELA


cuidados continuados

[Medicina] [Medicina]  Conjunto de cuidados de saúde prolongados relativos a convalescença, reabilitação ou reintegração de doentes crónicos ou de pessoas em situação de dependência.

cuidados de saúde

[Medicina] [Medicina]  Assistência médica ou de enfermagem.

cuidados intensivos

[Medicina] [Medicina]  Local com equipamento médico especializado, em clínica ou hospital, destinado a doentes potencialmente graves que necessitam de monitorização contínua ou de suporte e tratamento intensivos.

cuidados paliativos

[Medicina] [Medicina]  Conjunto de cuidados de saúde destinados a mitigar a doença ou os sintomas ou sofrimento causados por ela ou pelos seus tratamentos, geralmente em doentes terminais ou com doenças prolongadas.

etimologiaOrigem etimológica:latim cogitatus, -a, -um, particípio passado de cogito, -are, pensar, meditar, reflectir.
cuidarcuidar
( cui·dar

cui·dar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo

1. Imaginar; supor; pensar; meditar.

2. Ter cuidado em; tratar de.


verbo intransitivo

3. Interessar-se por; trabalhar.


verbo pronominal

4. Julgar-se; ter-se por; tratar-se.

etimologiaOrigem etimológica:latim cogito, -are, pensar, meditar, reflectir.

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Anagramas



Dúvidas linguísticas



Na frase "...o nariz afilado do Sabino. (...) Fareja, fareja, hesita..." (Miguel Torga - conto "Fronteira") em que Sabino é um homem e não um animal, deve considerar-se que figura de estilo? Não é personificação, será animismo? No mesmo conto encontrei a expressão "em seco e peco". O que quer dizer?
Relativamente à primeira dúvida, se retomarmos o contexto dos extractos que refere do conto “Fronteira” (Miguel Torga, Novos Contos da Montanha, 7ª ed., Coimbra: ed. de autor, s. d., pp. 25-36), verificamos que é o próprio Sabino que fareja. Estamos assim perante uma animalização, isto é, perante a atribuição de um verbo usualmente associado a um sujeito animal (farejar) a uma pessoa (Sabino). Este recurso é muito utilizado por Miguel Torga neste conto para transmitir o instinto de sobrevivência, quase animal, comum às gentes de Fronteira, maioritariamente contrabandistas, como se pode ver por outras instâncias de animalização: “vão deslizando da toca” (op. cit., p. 25), “E aquelas casas na extrema pureza de uma toca humana” (op. cit., p. 29), “a sua ladradela de mastim zeloso” (op. cit., p. 30), “instinto de castro-laboreiro” (op. cit., p. 31), “o seu ouvido de cão da noite” (op. cit., p. 33).

Quanto à segunda dúvida, mais uma vez é preciso retomar o contexto: “Já com Isabel fechada na pobreza da tarimba, esperou ainda o milagre de a sua obstinação acabar em tecidos, em seco e peco contrabando posto a nu” (op. cit. p.35). Trata-se de uma coocorrência privilegiada, resultante de um jogo estilístico fonético (a par do que acontece com velho e relho), que corresponde a uma dupla adjectivação pré-nominal, em que o adjectivo seco e o adjectivo peco qualificam o substantivo contrabando, como se verifica pela seguinte inversão: em contrabando seco e peco posto a nu. O que se pretende dizer é que o contrabando, composto de tecidos, seria murcho e enfezado.




Há derivação da palavra sazonal para sazonalidade?
A palavra sazonalidade é composta por derivação, através da adjunção do sufixo -idade ao adjectivo sazonal.