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acervação

montão | n. m.

Porção de coisas sobrepostas....


cacaria | n. f.

Acervo de cacos....


sorose | n. f.

Reunião de frutos carnudos, provenientes de várias flores de uma inflorescência agrupada, como na amora ou no ananás....


tralha | n. f.

Pequena rede de pescador....


rima | n. f.

Porção de coisas acumuladas ou sobrepostas (ex.: rima de papel; rima de tijolos)....


curador | adj. n. m. | n. m.

Que ou o que cura....


caranguejola | n. f.

Construção, artefacto, máquina, etc., que tem pouca solidez....


soro | n. m.

Agrupamento de esporângios, nos fetos....


acervo | n. m.

Grande quantidade (ex.: acervo de habitações; acervos de trapos)....


acerbo | adj.

Azedo e irritante ao paladar....


verrina | n. f.

Discurso violento contra alguém, semelhante aos discursos feitos por Cícero (106 a.C.-42 a.C., cônsul romano) contra Verres (120 a.C.-43 a.C., magistrado romano)....


acerbar | v. tr.

Dar gosto acerbo ou amargo a....


recatalogar | v. tr.

Catalogar novamente ou fazer nova catalogação (ex.: os bibliotecários vão recatalogar o acervo)....


Relativo a formulista ou ao uso de fórmulas (ex.: acervo formulístico; discurso formulístico; enunciado formulístico)....


monte | n. m. | n. m. pl.

Elevação de terreno (mais alto que a colina, menos extenso que a montanha)....


feixe | n. m.

Conjunto de palhas, com ou sem espiga, alinhadas pelo comprimento e atadas pelo meio....


acervar | v. tr.

Juntar coisas em monte ou em grande quantidade....



Dúvidas linguísticas



Enfim, hão-de haver outros candidatos. Está correcta?
A frase que refere está incorrecta, pois o verbo haver, no sentido de "existir", é impessoal, pelo que a frase correcta deverá ser Enfim, há-de haver outros candidatos.



Na frase "...o nariz afilado do Sabino. (...) Fareja, fareja, hesita..." (Miguel Torga - conto "Fronteira") em que Sabino é um homem e não um animal, deve considerar-se que figura de estilo? Não é personificação, será animismo? No mesmo conto encontrei a expressão "em seco e peco". O que quer dizer?
Relativamente à primeira dúvida, se retomarmos o contexto dos extractos que refere do conto “Fronteira” (Miguel Torga, Novos Contos da Montanha, 7ª ed., Coimbra: ed. de autor, s. d., pp. 25-36), verificamos que é o próprio Sabino que fareja. Estamos assim perante uma animalização, isto é, perante a atribuição de um verbo usualmente associado a um sujeito animal (farejar) a uma pessoa (Sabino). Este recurso é muito utilizado por Miguel Torga neste conto para transmitir o instinto de sobrevivência, quase animal, comum às gentes de Fronteira, maioritariamente contrabandistas, como se pode ver por outras instâncias de animalização: “vão deslizando da toca” (op. cit., p. 25), “E aquelas casas na extrema pureza de uma toca humana” (op. cit., p. 29), “a sua ladradela de mastim zeloso” (op. cit., p. 30), “instinto de castro-laboreiro” (op. cit., p. 31), “o seu ouvido de cão da noite” (op. cit., p. 33).

Quanto à segunda dúvida, mais uma vez é preciso retomar o contexto: “Já com Isabel fechada na pobreza da tarimba, esperou ainda o milagre de a sua obstinação acabar em tecidos, em seco e peco contrabando posto a nu” (op. cit. p.35). Trata-se de uma coocorrência privilegiada, resultante de um jogo estilístico fonético (a par do que acontece com velho e relho), que corresponde a uma dupla adjectivação pré-nominal, em que o adjectivo seco e o adjectivo peco qualificam o substantivo contrabando, como se verifica pela seguinte inversão: em contrabando seco e peco posto a nu. O que se pretende dizer é que o contrabando, composto de tecidos, seria murcho e enfezado.


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