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doença

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doençadoença
( do·en·ça

do·en·ça

)


nome feminino

1. Falta de saúde.

2. Moléstia específica (que ataca animais e vegetais).

3. [Figurado] [Figurado] Coisa que incomoda. = MAL

4. Vício; defeito; mania.

5. [Brasil: Minas Gerais] [Brasil: Minas Gerais] Acto de parir. = PARTO


doença celíaca

[Medicina] [Medicina]  Patologia intestinal crónica do intestino que inclui intolerância ao glúten. = CELIAQUIA

doença das vacas loucas

[Veterinária] [Veterinária]  O mesmo que encefalopatia espongiforme bovina.

doença de Alzheimer

[Medicina] [Medicina]  Enfermidade degenerativa cerebral que afecta as capacidades mentais, a memória e a orientação, podendo atingir a demência.

doença de Chagas

[Medicina] [Medicina]  Doença infecciosa aguda ou crónica, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e transmitida ao homem por alguns insectos hematófagos, endémica da América Central e do Sul e estudada inicialmente pelo médico brasileiro Carlos Chagas. = TRIPANOSSOMÍASE AMERICANA

doença de Corino de Andrade

[Portugal] [Portugal] [Medicina] [Medicina]  O mesmo que doença dos pezinhos.

doença de Creutzfeldt-Jakob

[Medicina] [Medicina]  Enfermidade degenerativa que afecta o cérebro, o cerebelo e a medula, provocada por partículas conhecidas por priões, que se manifesta inicialmente por tremuras, incapacidade de controlar os movimentos, perda da fala, incapacidade de deglutir e demência.

doença de Machado-Joseph

[Medicina] [Medicina]  Enfermidade hereditária degenerativa, que se manifesta sobretudo por descoordenação motora.

doença de Parkinson

[Medicina] [Medicina]  Afecção degenerativa do sistema nervoso caracterizada por tremura e rigidez muscular.

doença do legionário

[Medicina] [Medicina]  Infecção pulmonar causada pela legionela. = LEGIONELOSE

doença dos legionários

[Medicina] [Medicina]  O mesmo que doença do legionário.

doença do sono

[Medicina] [Medicina]  Doença infecciosa aguda ou crónica, causada, respectivamente, pelos protozoários Trypanosoma brucei gambiense e Trypanosoma brucei rhodesiense, transmitida ao homem pela mosca-tsé-tsé, endémica da África equatorial e que evolui de um estado febril até um estado de letargia permanente devido a meningencefalite aguda. = DADANE, NICTO, PEDRA-ESCRÓFULA, TRIPANOSSOMÍASE AFRICANA

doença dos ossos de vidro

[Medicina] [Medicina]  Doença de origem genética que se caracteriza por uma fragilidade óssea muito grande; osteogénese imperfeita.

doença dos pezinhos

[Medicina] [Medicina]  Doença crónica e progressiva, hereditária, que se caracteriza por falta de sensibilidade e paralisia dos membros inferiores e superiores, caquexia e alteração de funcionamento dos aparelhos digestivo, respiratório e circulatório, podendo também ocorrer perturbações oculares. [Manifesta-se habitualmente na idade adulta, entre os 25 e os 40 anos, embora possa surgir posteriormente.] = PARAMILOIDOSE

doença profissional

Lesão corporal, perturbação funcional ou doença decorrente da actividade exercida pelo trabalhador e que não corresponde ao desgaste natural do organismo.

doença prolongada

[Portugal] [Portugal] Designação eufemística para o cancro.

prolongada doença

[Portugal] [Portugal] O mesmo que doença prolongada.

etimologiaOrigem etimológica:latim dolentia, -ae, dor.

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Anagramas



Dúvidas linguísticas



Quanto a comparações de inigualdade, ou seja, de superioridade ou de inferioridade, existirá uma regra absoluta para decifrar se se usa que ou do que ou ambas estarão correctas em qualquer expressão dessa estrutura? Para um falante em que o Português não é a primeira língua, seria bastante útil. Incluo as seguintes expressões para vossa análise: 1) O castelo é mais antigo que a igreja. 2) Hoje as laranjas estão menos baratas que as maçãs. 3) Nós compramos mais livros que vendemos. 4) O Paulo é mais grande do que gordo. 5a) O João tem mais de um carro. b) O João tem mais dum carro. c) O João tem mais do que um carro. d) O João tem mais que um carro.
As frases de 1) a 5) apresentam diferentes construções de comparativos relativos de superioridade e de inferioridade.

Em português, é possível formar os graus comparativos de superioridade e de inferioridade dos adjectivos usando os advérbios mais e menos seguidos da locução do que (ex.: o castelo é mais antigo do que a igreja; a igreja é menos antiga do que o castelo), podendo haver omissão da contracção da preposição de com o pronome demonstrativo invariável o (ex.: o castelo é mais antigo que a igreja; a igreja é menos antiga que o castelo). Esta construção aplica-se às frases apontadas em 1), 2) e 4).

Na frase 3) está presente um comparativo de superioridade relativo a um substantivo (ex.: nós compramos mais livros [do] que vendemos), sendo nesse caso a palavra mais um determinante indefinido.

A frase de 4) é um exemplo de uso correcto da construção mais grande, que, como afirmam Celso Cunha e Lindley Cintra na Nova Gramática do Português Contemporâneo (Lisboa, Edições João Sá da Costa, 14.ª ed., 1998, p. 262), só se considera correcta quando é usada para confrontar duas qualidades do mesmo elemento.

Relativamente às frases em 5), trata-se de uma comparação (de superioridade) de quantidade relativamente a um numeral (um). Neste tipo de comparação é possível uma construção análoga àquela usada para exprimir o grau comparativo do adjectivo, isto é, a estrutura mais (do) que seguida do numeral e de um substantivo, como nas frases 5c) e 5d). Alternativamente, é possível ainda utilizar as construções presentes em 5a) e 5b), que correspondem à locução comparativa mais de seguida de numeral e que diferem apenas na contracção (de + um = dum).

Para além destas quatro construções comparativas, é ainda possível estabelecer comparativos antes de verbos (ex.: consegue ver mais ao longe [do] que ao perto), de advérbios (ex.: põe esse quadro mais acima [do] que este) ou de preposições (ex.: o gato passa mais por aqui [do] que por ali).




Na frase "aja como homem e pense como mulher", devo usar aja ou haja de agir? Qual é o correto?
Na frase que menciona, Aja como homem e pense como mulher, o termo correcto é aja, forma verbal (3ª pessoa do singular do imperativo, podendo também ser 1ª ou 3ª pessoa do singular do presente do conjuntivo [subjuntivo, no Português do Brasil]) de agir. É uma forma homófona, i.e., lê-se da mesma maneira mas escreve-se de modo diferente de haja, forma verbal (1ª ou 3ª pessoa do singular do presente do conjuntivo [subjuntivo, no Português do Brasil] e 3ª pessoa do singular do imperativo) de haver. Para as distinguir, talvez seja útil ter presente que pode substituir a forma aja (do verbo agir) por actue – “Aja/actue como um homem e pense como uma mulher” – e a forma haja (do verbo haver) por exista – “Haja/exista paciência!”.