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descabelado

A forma descabeladopode ser [masculino singular particípio passado de descabelardescabelar] ou [adjectivoadjetivo].

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descabeladodescabelado
( des·ca·be·la·do

des·ca·be·la·do

)


adjectivoadjetivo

1. Careca.

2. Desgrenhado.

3. [Figurado] [Figurado] Que salta à vista.

4. Que leva couro e cabelo.

5. Tremendo, extraordinário; furioso; impetuoso.

descabelardescabelar
( des·ca·be·lar

des·ca·be·lar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo e pronominal

1. Tirar ou ficar sem cabelo.

2. Arrancar os cabelos. = ARREPELAR

3. Desmanchar o penteado. = DESGRENHAR, DESPENTEAR, ESCABELAR


verbo transitivo

4. Retirar os pêlos na curtição de peles. = ESCABELAR


verbo pronominal

5. [Figurado] [Figurado] Ficar perturbado; perder as estribeiras.

etimologiaOrigem etimológica:des- + cabelo + -ar.


Dúvidas linguísticas



Gostaria de saber o porque se usa tanto apartir de ou concerteza sendo que o correto é a partir de e com certeza ?
Este fenómeno acontece frequentemente com locuções muito usuais em que os utilizadores da língua têm dificuldades em identificar as fronteiras das palavras, o que tem como consequência erros ortográficos como apartir de (em vez de a partir de), concerteza (em vez de com certeza) ou derrepente (em vez de de repente).



Gostaria de saber se escrever ou dizer o termo deve de ser é correcto? Eu penso que não é correcto, uma vez que neste caso deverá dizer-se ou escrever deverá ser... Vejo muitas pessoas a usarem este tipo de linguagem no seu dia-a-dia e penso que isto seja uma espécie de calão, mas já com grande influência no vocabulário dos portugueses em geral.
Na questão que nos coloca, o verbo dever comporta-se como um verbo modal, pois serve para exprimir necessidade ou obrigação, e como verbo semiauxiliar, pois corresponde apenas a alguns dos critérios de auxiliaridade geralmente atribuídos a verbos auxiliares puros como o ser ou o estar (sobre estes critérios, poderá consultar a Gramática da Língua Portuguesa, de Maria Helena Mira Mateus, Ana Maria Brito, Inês Duarte e Isabel Hub Faria, pp. 303-305). Neste contexto, o verbo dever pode ser utilizado com ou sem preposição antes do verbo principal (ex.: ele deve ser rico = ele deve de ser rico). Há ainda autores (como Francisco Fernandes, no Dicionário de Verbos e Regimes, p. 240, ou Evanildo Bechara, na sua Moderna Gramática Portuguesa, p. 232) que consideram existir uma ligeira diferença semântica entre as construções com e sem a preposição, exprimindo as primeiras uma maior precisão (ex.: deve haver muita gente na praia) e as segundas apenas uma probabilidade (ex.: deve de haver muita gente na praia). O uso actual não leva em conta esta distinção, dando preferência à estrutura que prescinde da preposição (dever + infinitivo).