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cuspido

A forma cuspidopode ser [masculino singular particípio passado de cuspircuspir] ou [adjectivoadjetivo].

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cuspidocuspido
( cus·pi·do

cus·pi·do

)


adjectivoadjetivo

1. Coberto ou sujo de cuspo.

2. [Figurado] [Figurado] Desprezado.

3. Conspurcado, ultrajado.


cuspido e escarrado

[Informal] [Informal] Com grande semelhança (ex.: ele é a cara do pai cuspida e escarrada). = TAL E QUAL

etimologiaOrigem etimológica:particípio de cuspir.
cuspircuspir
( cus·pir

cus·pir

)
Conjugação:irregular.
Particípio:regular.


verbo intransitivo

1. Expelir cuspo.

2. [Por extensão] [Por extensão] Expelir, fazer saltar.

3. [Figurado] [Figurado] Insultar, macular, ultrajar.


verbo transitivo

4. Expelir pela boca.

5. [Figurado] [Figurado] Proferir.

6. Deitar fora de si, arrojar.

7. Rechaçar.

Auxiliares de tradução

Traduzir "cuspido" para: Espanhol Francês Inglês


Dúvidas linguísticas



Na frase "...o nariz afilado do Sabino. (...) Fareja, fareja, hesita..." (Miguel Torga - conto "Fronteira") em que Sabino é um homem e não um animal, deve considerar-se que figura de estilo? Não é personificação, será animismo? No mesmo conto encontrei a expressão "em seco e peco". O que quer dizer?
Relativamente à primeira dúvida, se retomarmos o contexto dos extractos que refere do conto “Fronteira” (Miguel Torga, Novos Contos da Montanha, 7ª ed., Coimbra: ed. de autor, s. d., pp. 25-36), verificamos que é o próprio Sabino que fareja. Estamos assim perante uma animalização, isto é, perante a atribuição de um verbo usualmente associado a um sujeito animal (farejar) a uma pessoa (Sabino). Este recurso é muito utilizado por Miguel Torga neste conto para transmitir o instinto de sobrevivência, quase animal, comum às gentes de Fronteira, maioritariamente contrabandistas, como se pode ver por outras instâncias de animalização: “vão deslizando da toca” (op. cit., p. 25), “E aquelas casas na extrema pureza de uma toca humana” (op. cit., p. 29), “a sua ladradela de mastim zeloso” (op. cit., p. 30), “instinto de castro-laboreiro” (op. cit., p. 31), “o seu ouvido de cão da noite” (op. cit., p. 33).

Quanto à segunda dúvida, mais uma vez é preciso retomar o contexto: “Já com Isabel fechada na pobreza da tarimba, esperou ainda o milagre de a sua obstinação acabar em tecidos, em seco e peco contrabando posto a nu” (op. cit. p.35). Trata-se de uma coocorrência privilegiada, resultante de um jogo estilístico fonético (a par do que acontece com velho e relho), que corresponde a uma dupla adjectivação pré-nominal, em que o adjectivo seco e o adjectivo peco qualificam o substantivo contrabando, como se verifica pela seguinte inversão: em contrabando seco e peco posto a nu. O que se pretende dizer é que o contrabando, composto de tecidos, seria murcho e enfezado.




Qual a pronúncia correta da palavra epifania?
Quanto à acentuação, a palavra epifania termina no hiato (isto é, duas vogais contíguas que não fazem ditongo) ia e não tem nenhum acento gráfico antes, por isso tem o acento de intensidade na penúltima sílaba (epifania).

Se a dúvida que nos coloca diz respeito à qualidade da vogal e, esta aparece no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências/Verbo (Lisboa, 2001) e no Grande Dicionário Língua Portuguesa da Porto Editora (Porto, 2004) transcrita com o som ê ([e] na transcrição fonética). No dicionário da Porto Editora surge ainda a transcrição da letra e com o som [i].
Os dicionários mencionados são dos poucos que contêm a transcrição fonética das suas entradas e podem ajudar a resolver algumas destas dúvidas, tendo sempre em conta que se trata de dicionários da norma europeia do português.