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caipira

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caipiracaipira
( cai·pi·ra

cai·pi·ra

)


adjectivo de dois géneros e nome de dois génerosadjetivo de dois géneros e nome de dois géneros

1. [Brasil] [Brasil] Que ou quem mora no campo, na roça. = MATUTO, ROCEIRO

2. [Brasil, Depreciativo] [Brasil, Depreciativo] Que ou quem tem modos considerados rústicos, simples, grosseiros ou incultos. = CAPIAU, JECA, MATUTO, ROCEIRO, TABARÉU

3. [Brasil, Depreciativo] [Brasil, Depreciativo] Que ou quem revela falta de requinte ou de bom gosto. = BREGA, CAFONA, MATUTO, PROVINCIANO

4. [Brasil] [Brasil] Que ou quem é tímido, pouco sociável. = ACANHADO, MATUTO, TABARÉU


adjectivo de dois génerosadjetivo de dois géneros

5. [Brasil] [Brasil] Que é próprio ou típico do campo, da roça. = MATUTO, ROCEIRO

6. [Brasil] [Brasil] Que é produzido no campo e em pequena escala, seguindo métodos relativamente tradicionais (ex.: galinha caipira; ovo caipira).

7. [Brasil] [Brasil] Que é relativo a festa junina.

8. [Portugal: Minho] [Portugal: Minho] Avarento, sovina.


nome de dois géneros

9. [Antigo, Depreciativo] [Antigo, Depreciativo] [História] [História] Apoiante ou membro do partido constitucionalista português, durante as lutas de 1828-1834.

etimologiaOrigem etimológica:origem controversa, talvez do tupi.
Colectivo:Coletivo:Coletivo:caipirada.

Anagramas



Dúvidas linguísticas



Gostaria de saber se escrever ou dizer o termo deve de ser é correcto? Eu penso que não é correcto, uma vez que neste caso deverá dizer-se ou escrever deverá ser... Vejo muitas pessoas a usarem este tipo de linguagem no seu dia-a-dia e penso que isto seja uma espécie de calão, mas já com grande influência no vocabulário dos portugueses em geral.
Na questão que nos coloca, o verbo dever comporta-se como um verbo modal, pois serve para exprimir necessidade ou obrigação, e como verbo semiauxiliar, pois corresponde apenas a alguns dos critérios de auxiliaridade geralmente atribuídos a verbos auxiliares puros como o ser ou o estar (sobre estes critérios, poderá consultar a Gramática da Língua Portuguesa, de Maria Helena Mira Mateus, Ana Maria Brito, Inês Duarte e Isabel Hub Faria, pp. 303-305). Neste contexto, o verbo dever pode ser utilizado com ou sem preposição antes do verbo principal (ex.: ele deve ser rico = ele deve de ser rico). Há ainda autores (como Francisco Fernandes, no Dicionário de Verbos e Regimes, p. 240, ou Evanildo Bechara, na sua Moderna Gramática Portuguesa, p. 232) que consideram existir uma ligeira diferença semântica entre as construções com e sem a preposição, exprimindo as primeiras uma maior precisão (ex.: deve haver muita gente na praia) e as segundas apenas uma probabilidade (ex.: deve de haver muita gente na praia). O uso actual não leva em conta esta distinção, dando preferência à estrutura que prescinde da preposição (dever + infinitivo).



Gostaria de saber qual destas frases está correcta e porquê: a) Se eu fosse rico, ofereceria-lhe... b) Se eu fosse rico, oferecer-lhe-ia...
Quando utiliza um pronome clítico (ex.: o, lo, me, nos) com um verbo no futuro do indicativo (ex. oferecer-lhe-ei) ou no condicional, também chamado futuro do pretérito, (ex.: oferecer-lhe-ia), deverá fazer a mesóclise, isto é, colocar o pronome clítico entre o radical do verbo (ex.: oferecer) e a terminação que indica o tempo verbal e a pessoa gramatical (ex.: -ei ou -ia). Assim sendo, a frase correcta será Se eu fosse rico, oferecer-lhe-ia...

Esta colocação dos pronomes clíticos é aparentemente estranha em relação aos outros tempos verbais, mas deriva de uma evolução histórica na língua portuguesa a partir do latim vulgar. As formas do futuro do indicativo (ex.: oferecerei) derivam de um tempo verbal composto do infinitivo do verbo principal (ex.: oferecer) seguido de uma forma do presente do verbo haver (ex.: hei), o que corresponderia hipoteticamente, no exemplo em análise, a oferecer hei. Se houvesse necessidade de inserir um pronome, ele seria inserido a seguir ao verbo principal (ex.: oferecer lhe hei). Com as formas do condicional (ex. ofereceria), o caso é semelhante, com o verbo principal (ex.: oferecer) seguido de uma forma do imperfeito do verbo haver (ex.: hia < havia), o que corresponderia hipoteticamente, no exemplo em análise, a oferecer hia e, com pronome, a oferecer lhe hia.

É de notar que a reflexão acima não se aplica se houver alguma palavra ou partícula que provoque a próclise do clítico, isto é, a sua colocação antes do verbo (ex.: Jamais lhe ofereceria flores. Sei que lhe ofereceria flores).