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piscarem

pisqueiro | adj.

Que pisca muito os olhos....


pisco | n. m.

Tipo de aguardente vínica....


prisca | n. f.

Ponta de cigarro ou de charuto, depois de fumado....


piscadela | n. f.

Acto ou efeito de piscar o olho....


pisco | adj. | adj. n. m. | n. m.

Que pisca muito, por hábito....


pitosga | adj. 2 g. n. 2 g.

Que ou aquele que é míope ou vê mal....


seta | n. f.

Haste de madeira, armada de um ferro e que se atira por meio de arco ou besta....


aceniscar | v. intr.

Piscar os olhos com sono....


catrapiscar | v. tr. e intr.

Namorar ou mostrar interesse, piscando o olho....


pinicar | v. tr. | v. tr. e intr.

Golpear ou ferir com o bico....


piscar | v. tr.

Fechar e abrir rapidamente um olho ou os olhos....


repiscar | v. tr.

Piscar repetidas vezes (os olhos)....


pisca-pisca | n. m. | n. 2 g.

Sinal luminoso e intermitente que se coloca no cruzamento de vias perigosas pelo seu trânsito intenso....


olho | n. m. | n. m. pl.

Cada um dos dois órgãos da visão....


piscante | adj. 2 g.

Que pisca ou que serve para piscar....




Dúvidas linguísticas



É indiferente a utilização indistinta dos verbos levantar e alevantar, rebentar e arrebentar?
As palavras que referiu são sinónimas duas a duas (alevantar = levantar, arrebentar = rebentar), sendo as formas iniciadas por a- variantes formadas pela adjunção do prefixo protético a-, sem qualquer alteração de sentido. A estas palavras podem juntar-se outros pares, como ajuntar/juntar, amostrar/mostrar, arrecuar/recuar, assoprar/soprar, ateimar/teimar, etc.

As formas com o elemento protético a- são geralmente consideradas mais informais ou características do discurso oral, devendo por isso ser evitadas em contextos que requerem alguma formalidade ou em que se quer evitar formas menos consensuais.

Apesar deste facto, não podemos fazer uma generalização destes casos para o uso do prefixo, uma vez que o prefixo a- pode ter outros valores, como os de aproximação, mudança (ex.: abaixo < a- + baixo, acertar < a- + certo + -ar) ou de privação, negação (ex.: atemporal < a- + temporal, assexuado < a- + sexuado), em que já não se trata de variação, mas de derivação.




Em palavras como emagrecer e engordar as terminações -er e -ar são sufixos ou desinências verbais de infinitivo? Se são o último caso, essas palavras não podem ser consideradas derivações parassintéticas...ou podem?
As terminações verbais -er e -ar são compostas pela junção de -e- (vogal temática da 2.ª conjugação) ou -a- (vogal temática da 1.ª conjugação), respectivamente, à desinência de infinitivo -r. Destas duas terminações, apenas -ar corresponde a um sufixo, pois no português actual usa-se -ar para formar novos verbos a partir de outras palavras, normalmente de adjectivos ou de substantivos, mas não se usa -er. Apesar de os sufixos de verbalização serem sobretudo da primeira conjugação (ex.: -ear em sortear, -ejar em relampaguejar, -izar em modernizar, -icar em adocicar, -entar em aviventar), há alguns sufixos verbais da segunda conjugação, como -ecer. Este sufixo não entra na formação do verbo emagrecer, mas entra na etimologia de outros verbos formados por sufixação (ex.: escurecer, favorecer, fortalecer, obscurecer, robustecer, vermelhecer) ou por prefixação e sufixação simultâneas (ex.: abastecer, abolorecer, amadurecer, empobrecer, engrandecer, esclarecer).

Dos verbos que menciona, apenas engordar pode ser claramente considerado derivação parassintética, uma vez que resulta de prefixação e sufixação simultâneas: en- + gord(o) + -ar. O verbo emagrecer deriva do latim emacrescere e não da aposição de prefixo e sufixo ao adjectivo magro.


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