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empenado

A forma empenadopode ser [masculino singular particípio passado de empenarempenar] ou [adjectivoadjetivo].

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empenadoempenado
( em·pe·na·do

em·pe·na·do

)


adjectivoadjetivo

1. Deformado ou torcido.

2. Que se desviou da linha de prumo.

3. [Informal] [Informal] Que se mexe com dificuldade. = EMPERRADO

etimologiaOrigem etimológica:particípio de empenar.
empenar1empenar1
( em·pe·nar

em·pe·nar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo, intransitivo e pronominal

1. Torcer-se, curvar-se (a madeira), por acção do calor ou da humidade. = CORCAR

2. Perder a forma, ficando torto. = ENTORTAR, DEFORMARENDIREITAR

3. Desviar(-se) da linha de prumo.

4. [Informal] [Informal] Causar ou sentir dificuldades de movimentos ou de locomoção. = EMPERRAR

etimologiaOrigem etimológica:em + latim pinus, -i, pinheiro + -ar.
empenar2empenar2
( em·pe·nar

em·pe·nar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo intransitivo e pronominal

1. Criar penas.


verbo transitivo e pronominal

2. Enfeitar(-se) com penas ou plumas. = EMPLUMARDESEMPLUMAR

etimologiaOrigem etimológica:em- + pena + -ar.

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Anagramas



Dúvidas linguísticas



Minha dúvida é: Por que passei a vida estudando que o correto é falar para eu fazer, para eu comer, e etc., se a frase É fácil para mim estudar não está errada? Podem explicar essa última frase.
De facto, nos contextos exemplificados com duas orações na resposta para eu/para mim (ex.: isto é para eu fazer), deverá ser usado o pronome sujeito, pois na oração para eu fazer, o pronome desempenha essa função de sujeito. No caso do exemplo É fácil para mim estudar, o contexto é semelhante àquele referido na resposta pronomes pessoais rectos e oblíquos, em que o pronome não desempenha a função de sujeito, pois esta frase pode ser decomposta em Estudar [sujeito] é fácil [predicado] para mim [adjunto adverbial de interesse].



Tenho informações de que a palavra adequar é verbo defectivo e portanto, dizer "eu adequo" estaria errado por não existir esta conjugação.
Nem sempre há consenso entre os gramáticos quanto à defectividade de um dado verbo. É o que acontece no presente caso: o Dicionário Aurélio Eletrônico, por exemplo, regista o verbo adequar como defectivo, conjugando-o apenas parcialmente, enquanto o Dicionário Eletrônico Houaiss conjuga o verbo em todas as suas formas. A este respeito convém talvez transcrever o que diz Rebelo Gonçalves (que conjuga igualmente o referido verbo em todas as formas) no seu Vocabulário da Língua Portuguesa (1966: p. xxx):

"3. Indicando a conjugação de verbos defectivos, incluímos nela, donde a onde, formas que teoricamente podem suprir as que a esses verbos normalmente faltam. Critério defensável, parece-nos, porque não custa admitir, em certos casos, que esta ou aquela forma, hipotética hoje, venha a ser real amanhã; e, desde que bem estruturada, serve de antecipado remédio a possíveis inexactidões."

A defectividade verbal ocorre geralmente por razões de pronúncia (por exemplo, para não permitir sequências sonoras estranhas ou desagradáveis ao ouvido dos falantes como *coloro em “Eu coloro com tinta verde.” [leia-se: “Eu estou a colorir com tinta verde” / “Eu estou colorindo com tinta verde”]) ou por razões de significado (nem sempre a ideia transmitida pelo verbo é passível de ser expressa por todas as pessoas gramaticais). No entanto, convém ter em mente, como afirma Rebelo Gonçalves, que o termo (no caso, uma forma verbal) que hoje não passa de uma hipótese, futuramente poderá ser uma realidade.

No caso em análise, será correcta uma frase como "eu adequo a minha linguagem ao público a que me dirijo".